
Um dos seis guardas municipais (G) acusado de acusados de obrigar jovens a fazerem sexo oral, entre si, durante abordagem, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, disse que tratou os rapazes “com todo o respeito” e nega as acusações.
O guarda gravou um vídeo, antes de ser preso, onde diz que no dia da ocorrência, prestou apoio à mãe de um dos jovens, que estava desesperada.
“No dia em que eu apreendi as motocicletas lá nesse parque onde os jovens estavam empinando, a mãe viu o respeito que eu tratei ela. Ela chegou até um pouco nervosa, desmaiou no meu pé. […] Eu expliquei para ela que o filho dela não ia ser preso, que ele só ia tomar as multas na moto devido ao ato que ele cometeu. Tratei com todo o respeito, com toda a educação. Essa mãe sabe disso”, diz o GCM.
O acusado ainda disse que é inocente e que realizava trabalhos voltados para jovens em comunidades. “Muitos se espelham em mim como uma pessoa boa, uma pessoa de respeito. É isso que eu prego, respeito”.
Os jovens foram abordados há cerca de três meses, no mês de maio, enquanto os jovens estavam empinando motos e não usavam capacetes. Segundo as vítimas da suposta tortura, os agentes usaram pedaços de madeira para agredi-las e ameaçá-las a fazer sexo oral. Eles teriam dado risada enquanto assistiam às cenas.



