Vera Cruz: PMs falam sobre importância de trabalho preventivo contra abuso sexual

Foto: Google Maps

O Cabo da Polícia Militar, Cabo dos Anjos, a Soldada PM Marcela e a sargento Luciana falaram em entrevista ao Blog do Valente sobre trabalho preventivo que levou ao desencadeamento de uma denúncia de abuso sexual contra uma menor de idade, na cidade de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica. A vítima relatou que foi tocada por um professor em sua escola.

Denominado P.A.I.S, o projeto foi iniciado com o objetivo de orientar crianças e adolescentes sobre temas como depressão, ansiedade e estupro. As palestras foram realizadas na base da PM, que fica próxima à escola.

Segundo o cabo da PM, o caso foi descoberto após a realização de palestras sobre prevenção ao abuso sexual infantil. Durante as palestras, algumas crianças começaram a relatar casos de abuso que estavam ocorrendo na escola. Uma das crianças, uma menina de 12 anos, relatou que o professor havia passado a mão em seu seio. A menina também contou que outras crianças estavam sendo abusadas pelo professor. Ao relatar ao diretor da escola, ele negou as acusações.

“E nessa palestra que começamos a detectar alguns pontos de relatando e fatos não comuns. De contatos, de palavras e aí começamos a amadurecer mais e fomos colhendo, colhendo, colhendo até chegar um ponto de que uma aluna chegou chorosa e tivemos que ir na direção da escola. Fato este que chegando lá, passamos para o diretor e o diretor nos informou que não tinha nada, não estava acontecendo nada. Que estava normal,” disse o Cabo da PM.

A mãe, uma avó e a garota, que é aluna do projeto da PM, foram à base da corporação na última quarta-feira (25) para denunciar o abuso.

“Por volta de 16h, adentrou lá na base uma mãe, uma avó e uma garota que é aluna do nosso projeto, alegando que fez todo o trâmite legal que a filha dela tinha sido abusada,” disse o Cabo.

“Algumas crianças continuam frequentando o projeto. Essa última vítima, infelizmente, está bem abalada. Na quarta-feira ela estava febril”, disse a soldada da PM, Marcela.

A sargento Luciana, que compõe a coordenação do projeto, disse que ficou “emocionado é muito estarrecida com os fatos”.

“No dia seguinte, uma familiar, procurando a soldada Marcela, foi acolhida por mim. Eu sentei com ela, conversei, procurei saber do fato, ela me relatou toda a situação e eu me senti muito triste”, contou.

Denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes devem ser feitas pelo Disque 100.