Morre Consuelo Pondé, presidente do Instituto Geográfico e Histórico da BA

Morreu na manhã desta quinta-feira (14), emSalvador,  aos 81 anos, a presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), a historiadora Consuelo Pondé.

Consuelo nasceu em Salvador, no dia 19 de janeiro de 1934, filha do médico Edístio Pondé e de Maria Carolina Montanha Pondé. A professora estava há cerca de 15 dias internada no Hospital Português, na capital baiana.

O velório de Consuelo Pondé será realizado na sede do IGHB, no centro de Salvador, nesta quinta-feira.

Eduardo Morais de Castro, presidente em exercício do Instituto desde agosto de 2014, quando Consuelo se afastou por problemas de saúde, informou que a historiadora sofreu um edema no pulmão, quando foi internada no Hospital Português. Ano passado, Consuelo passou por uma cirurgia cardíaca.

“É uma perda irreparável. Ela era presidente do IGHB há 20 anos. Se a instituição ainda está de pé, é por causa da tenacidade dela, da sua busca por manter uma instituição cultural de pé, e enfrentar as muitas dificuldades. Ela tinha um caráter combativo na busca por essa sobrevivência”, relatou Eduardo Morais de Castro. O IGHB completou 121 anos anos de existência na quarta-feira (13), mas não houve comemoração em respeito pelo estado de saúde da presidente. 

Por meio de nota, o secretário municipal da Educação, Guilherme Bellintani, lamentou a morte da ex-presidente do IHGB. “A história de Consuelo Pondé faz parte da história da Educação e dos movimentos culturais de Salvador. Ela nos deixa um legado de sensibilidade, força e perseverança. Fará muita falta”, disse.

Além de presidente do IGBH, Consuelo era membro da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Associação Nacional de Professores Universitários de História (ANPUH), Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica, Academia Baiana de Educação e Academia Portuguesa da História.

Como historiadora, a pesquisadora teve uma série de livros publicados: Portugueses e africanos em Inhambupe, 1750 (1977); Introdução ao estudo de uma comunidade do agreste baiano: Itapicuru (1979); A imprensa revolucionária na Independência (1983); Os Dantas de Itapicuru (1987); além das crônicas Cortes no Tempo (1997) e A Hidranja Azul e o Cravo Vermelho (2003). (G1)