Nove policiais militares envolvidos na morte de 12 pessoas durante uma ação, que deixou outros seis feridos, realizada no dia 6 de fevereiro, na Vila Moisés, no bairro do Cabula, em Salvador, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPE-BA) nesta segunda-feira, 18.
Os promotores de Justiça Davi Gallo, José Emmanoel Lemos, Cassio Marcelo de Melo e Ramires Tyrone, autores da denúncia, pedem a prisão preventiva dos nove denunciados, a fim de garantir a ordem pública e o regular andamento do processo, e a realização de reprodução simulada dos fatos.
Os policiais denunciados estão incursos nas sanções penais do art. 121, parágrafo 2º, incisos I, III e IV (homicídio qualificado) e art. 14, inciso II (tentativa de homicídio), combinados com o art. 29 (concurso de pessoas), todos do Código Penal brasileiro. A denúncia teve por base o Procedimento Investigatório Criminal instaurado pelo MP, o Inquérito Policial Militar e peças extraídas do Inquérito Policial.
A ação
O caso aconteceu na madrugada do dia 6 de fevereiro em uma localidade conhecida como Vila Moisés, na Estrada das Barreiras. De acordo com informações da PM, os policiais da Rondesp foram chamados para averiguar um grupo de 30 homens que planejava arrombar uma agência bancária. Eles estariam escondidos, vestidos com roupas do exército, portando armas de fogo e a bordo de carros e motocicletas.
Ainda segundo a polícia, os suspeitos começaram a atirar na chegada da guarnição. Um sargento foi atingido de raspão na cabeça. Os policiais reagiram e 15 criminosos foram baleados. Destes, 12 morreram e outros três ficaram feridos.
Após a ação, a polícia informou que encontrou com o grupo 16 armas, 12 calibre .38, 1 pistola calibre .40, outra pistola calibre .45, 1 espingarda calibre .12, dois coletes balísticos, além de 3 kg de maconha, 1,2 kg de cocaína, 300 gramas de crack e uniformes camuflados parecidos com as roupas usadas no Exército. (A Tarde)


