Em votação anunciada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), às 18h58 de hoje (19), o advogado paranaense Luiz Edson Fachin foi aprovado no plenário como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por 52 votos a 27. Fachin obteve 11 votos a mais do que os 41 necessários, entre os 81 do Senado, à aprovação de sua indicação pela presidenta Dilma Rousseff. A vaga do ex-ministro e presidente da corte Joaquim Barbosa estava aberta havia nove meses.
A votação não sofreu interrupções e foi rápida. Apenas o senador Magno Malta (PR-ES) discursou, justificando seu voto contrário ao nome do jurista. ?Não quero questionar o conteúdo jurídico dele, o saber jurídico dele muito me impressionou?, disse. Porém, o senador declarou ter ?dificuldade? de votar em Fachin por ser um homem ?da fé cristã? que professa, apesar de reconhecer e ?respeitar? ?saber jurídico? do agora novo ministro.
Na semana passada, depois de quase 11 horas de sabatina, o advogado e teve seu nome aprovado pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado, por 20 votos a 7. No dia seguinte, o analista Paulo Vannuchi afirmou, naRádio Brasil Atual, que Fachin é ?uma unanimidade na classe jurídica brasileira e no Paraná?. Segundo Vannuchi, o advogado demonstrou isso ao contar com o apoio dos três senadores do estado, e de partidos diferentes. ?Do PT ao PSDB, Fachin acalmou e convenceu?, disse.
No final de abril, o senador tucano Alvaro Dias apresentou relatório na CCJ favorável à aprovação de Fachin. ?Trata-se de um cidadão de sólidas convicções democráticas e humanistas, e sua biografia revela uma vida associada aos sonhos de uma geração, que lutou por um Brasil democrático e justo?, disse Dias na ocasião. ?Abro um parênteses para destacar que o mundo político do Paraná apresenta apoio unânime?, acrescentou.
Fonte: Revista Fórum


