Exatamente um mês após uma médica ser sequestrada em um estacionamento defronte ao Hospital São Rafael e ser estuprada minutos depois, a polícia ainda não prendeu o suspeito do crime. Era dia 15 de maio, quando a vítima estava saindo da unidade de saúde e foi abordada no estacionamento por um homem negro vestindo jaleco. Durante os 30 dias, outros personagens entraram na história se tornando quase protagonistas da história e por pouco não acabaram presos.
Dois dias após o crime, a Polícia Civil divulgou o retrato falado do suposto criminoso com base no depoimento da vítima. Segundo a mesma, tratava-se de um homem negro, de 1,70 cm de altura, boa oratória e esclarecido, demonstrando bom conhecimento geral. Na oportunidade, a médica disse também que o rapaz parecia não saber dirigir, pois a obrigou a ficar no volante, indicando o itinerário que ela deveria fazer, o qual não soube descrever.
Outros personagens As investigações continuaram, porém três pessoas foram apontadas como autoras do crime que, segundo a polícia, não praticaram. O desentendimento foi gerado através das redes sociais quando José Fernando de Souza Santos e outros dois homens, que não quiseram se pronunciar, tiveram suas fotos divulgadas nas redes como se fossem os supostos estupradores.
Quando tomou conhecimento do caso e viu sua foto sendo compartilhada no Whatsapp, Souza foi imediatamente à delegacia. Ele também resolveu tornar o problema público cerca de uma semana após o crime ter sido cometido. Em entrevista exclusiva ao Aratu Online no dia 21 de maio, o segurança afirmou: ?As pessoas me apontam na rua, tenho três dias sem dormir direito, tomando remédio, sem comer, minha vida virou de cabeça pra baixo?, desabafou. (Aratu)



