Bolsa fecha em seu maior patamar em três semanas

A bolsa brasileira acompanhou a movimentação no mercado internacional, e encerrou as operações do dia em alta, puxada pelas ações da Vale e dos bancos. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em alta de 1,86% (o maior nível em mais de três semanas), aos 54.238 pontos e com um volume negociado de R$ 5,466 bilhões. Com isso, o índice acumula ganhos de 1,67% na semana, 2,80% no mês e de 8,46% no ano.

Em linhas gerais, o mercado seguiu o processo de recuperação do setor externo, repercutindo a reunião realizada pelo Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) na véspera, quando sinalizou que a economia do país está forte o suficiente para gerenciar um ajuste dos juros até o fim do ano, mas não chegou a indicar que o início do processo de alta dos juros irá ocorrer no mês de setembro.

?Os mercados acionários tiveram um dia de alta generalizada hoje depois da deliberação do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) mostrar uma postura dovish (pacifista), deixando a percepção de que o ciclo de alta dos Fed Funds será mais ameno?, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório. ?Dados da economia americana divulgados hoje também confirmaram a recuperação da economia e trazem boas perspectivas para o PIB do segundo trimestre. A combinação de política monetário acomodatícia e economia real em recuperação é o que os investidores precisam para seguirem na alocação em ativos de risco?.

No mercado doméstico, as ações da mineradora Vale e de bancos puxaram a alta do dia. Os investidores também acompanharam os debates no Congresso Nacional quanto ao projeto que reverte parte das desonerações da folha de pagamento. Os papéis ordinários da Vale (VALE3) ganharam 4,78%, a R$ 20,40, enquanto os papéis preferenciais (VALE5) se valorizaram 3,2%, a R$ 17,39, ao passo que os papéis do Bradesco (BBDC4) subiram 3,75%, a R$ 28,76. O Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 3,24%, a R$ 23,28, e o Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 2,47%, a R$ 34,78.

No câmbio, a cotação do dólar comercial interrompeu uma sequência de duas quedas e fechou quase estável, com leve alta de 0,03%, a R$ 3,059 na venda. As operações começaram o dia em queda, ainda sob influência da decisão do Federal Reserve, mas ganharam força com o acompanhamento do noticiário sobre a Grécia.

No Brasil, o Banco Central anunciou uma redução na oferta de contratos de swap cambiais (equivalentes à venda de dólares no futuro) no leilão desta quinta, com a negociação de 5,2 mil contratos, em vez dos 6,3 mil que estavam sendo ofertados desde quinta passada. Até o momento, a autoridade monetária já efetuou a rolagem do equivalente a US$ 4,187 bilhões, ou aproximadamente 48% do lote total com vencimento em julho, que corresponde a US$ 8,742 bilhões.

Para sexta-feira, os agentes esperam a divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e o índice de atividade econômica do Brasil.

Fonte: GGN