Delegado orienta população a evitar tirar fotos com sinais de facções: “Chegamos a um extremo em que pessoas foram assassinadas”

Sinais e símbolos, que para muitas pessoas são comuns, têm provocado a morte de jovens. Recentemente, as irmãs Rayane Alves e Rithiely Alves foram torturadas e assassinadas em Porto Esperidião (a 324 km de Cuiabá) no Estado de Mato Grosso, por integrantes de uma facção após uma delas fazer o sinal de identificação de uma facção rival.

Segundo a polícia, o assassinato ocorreu no último dia  14, e de acordo com a investigação, o grupo crimin0so responsável pelo sequestro, t0rtura e m0rte das jovens alegou que elas aparecem em uma foto de família fazendo o suposto símbolo da facção rival.

Em entrevista ao Canal do Repórter MT, no YouTube, o delegado Nilson Farias, responsável pela Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, orientou a população que evite fazer sinais e símbolos que sejam associados a facções, principalmente em fotos ou vídeos.

“As facções hoje, elas tem sinais que as identificam. Tudo 2, tudo 3. Existem símbolos e sinais que identificam essas facções. A população em si não tem que fica refém de tirar fotos em si, porém chegamos ao extremos que pessoas foram assassinadas apenas por causa de uma foto, eu acredito que o melhor, diante de tal cenário é que se evitar fica fazendo símbolos na hora de uma foto”, explicou.