Um relatório da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) revelou que 4,2% dos presos em liberdade provisória em Salvador retornaram às audiências de custódia em 2023.

O índice, que é semelhante ao de 2022 (4,1%), será detalhado no Relatório das Audiências de Custódia em Salvador, a ser divulgado na próxima quarta-feira (9).
O estudo, conduzido pelo Núcleo de Pesquisas Estratégicas em parceria com a Escola Superior da Defensoria Pública da Bahia (Esdep), analisou a reincidência de pessoas que receberam liberdade após serem autuadas em flagrante.
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Além disso, o documento aborda a cor e a classe social predominante entre os presos. Esta é a quinta edição da pesquisa, cujo maior índice foi registrado durante a pandemia de Covid-19, quando as taxas variaram entre 6% e 7%.
De acordo com a defensora-geral do estado, Firmiane Venâncio, o estudo é uma ferramenta crucial para o Sistema de Justiça, além de ajudar a formular políticas públicas de segurança.
“Pelo quinto ano consecutivo nós divulgamos esta pesquisa, que tem apresentado dados consistentes, que refletem uma realidade que se repete todos os anos, com mínimas variações. É um importante instrumento para todo o Sistema de Justiça, Executivo e Legislativo, para analisar o perfil de quem cometeu infrações e propor soluções e políticas públicas na área de segurança”, comentou a defensora-geral do estado da Bahia, Firmiane Venâncio.


