Robinson Almeida fala sobre o desempenho nas eleições de 2024 e diz que “Federação não favoreceu o PT”

A primeira participação da Federação Brasil da Esperança (que reúne PT, PCdoB e PV) nas eleições legislativas não rendeu os resultados esperados para o PT na Bahia. De acordo com o deputado estadual Robinson Almeida, uma das lideranças do partido no estado, em entrevista ao Bahia Notícias , afirmou que a “Federação não foi favorável ao PT.”

Deputado Robinson Almeida (PT) – Imagem: divulgação

Como exemplo, Robinson investigou o caso do vereador reeleito em Salvador, André Fraga (PV), que, embora seja membro de um partido integrante da Federação Brasil da Esperança, faz parte da base do prefeito Bruno Reis (União), o que o coloca em oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

“Pelo que ouço dentro do PT, esse modelo da Federação não beneficiou o PT na disputa eleitoral de 2024. Um exemplo claro é o de Salvador, onde, por força da Federação, foi eleito um vereador alinhado à base de Bruno Reis, apenas por estar filiado ao PV. Ou seja, a Federação impôs uma contradição: o vereador não tinha nenhuma cobertura política com os candidatos apoiados pela Federação, mas foi eleito com votos do PT e do PCdoB na cidade”, comentou Robinson.

O deputado defendeu que a Federação passe por uma “reavaliação”, indicando que sua estrutura seja mantida apenas nas eleições federais. Para ele, o arranjo criado com o objetivo de fortalecer a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência não deveria interferir nas articulações locais.

“A Federação foi concebida para a eleição presidencial, ampliando a aliança em torno de Lula. Contudo, ao ser contínuo automaticamente para estados e municípios, trouxe complicações. Creio que cada estado e cidade deve avaliar o impacto desse arranjo”, ponderou o deputado.

Robinson também destacou que cada partido deveria ter a liberdade de se organizar e conquistar sua representatividade no Congresso, superando as cláusulas de barreira. “Se a Federação existir, que vale apenas para a eleição presidencial. Não pode ser imposta nos estados e municípios, pois cada região tem sua realidade. Import esse formato acaba trazendo consequências negativas, como o eleitor vota em um candidato da Federação e eleger alguém que se opõe à sua base”, concluiu.