A mulher acusada de injúria racial após proferir xingamentos de cunho racista na Universidade Federal da Bahia (Ufba) responderá ao crime em liberdade. A Justiça determinou a soltura na manhã desta quinta-feira (21) após Roseane Fraga passar por audiência de custódia.

A liberdade provisória foi posta junto com medidas cautelares. São elas: recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 06h, e proibição de contato ou aproximação das vítimas, devendo guardar uma distâncias mínima de 50 metros.
Ela também deve comparecer a todos os atos processuais e manter endereço atualizado, sem se ausentar do distrito da culpa, sem prévia autorização judicial, manter o comparecimento bimestral em Juízo da instrução pelo período de um ano, além de estar presente, dentro do período de 5 dias, no Juízo para o qual for distribuído o presente auto de prisão em flagrante.
Depoimentos dão conta de que, logo após um desentendimento na fila do restaurante universitário (RU), a suspeita proferiu ofensas de cunho racista. A confusão aconteceu no Pavilhão de Aulas do Canela (PAC) na terça-feira (19).
O delito é tratado como injúria preconceituosa em razão de cor e, no processo, há ainda menção de crimes contra a honra. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) argumentou pela liberdade com medidas cautelares, enquanto a defesa solicitou a soltura sem restrições.



