Dados do estudo realizado por uma plataforma de RH, revelaram que a participação de pessoas pretas está estagnada desde 2021, enquanto a presença de profissionais pardos cresce anualmente apenas 1%. Esses dados fazem parte do Relatório de Tendências de Empregabilidade para 2025, que analisou as contratações dos últimos três anos.

De acordo com o estudo divulgado pela revista Exame, apesar do aumento nas contratações de pessoas pardas, a população branca continua dominando as vagas de trabalho, com 47% das oportunidades ocupadas por indivíduos brancos.
Guilherme Dias, cofundador da Gupy, empresa responsável pelo estudo, destacou que o crescimento lento nas contratações de pessoas pretas reflete desafios estruturais que as ações empresariais atuais não têm conseguido superar.
A desigualdade racial nas contratações também varia conforme a região do país. No Norte e Nordeste, há uma alta taxa de contratação de pessoas pardas, com 50% das vagas no Norte e 46% no Nordeste ocupadas por indivíduos autodeclarados pardos, refletindo a maior presença dessa população nessas regiões. No entanto, a representatividade de pessoas pretas permanece baixa em todo o Brasil, variando entre 6% e 15%, enquanto a presença de indígenas é quase inexistente, representando apenas 1% no mercado de trabalho.
No que diz respeito aos setores, a área de Serviços é a que mais se destaca em termos de inclusão racial, com 36% dos trabalhadores sendo pardos e 14% sendo pretos. No entanto, a inclusão de indígenas no mercado de trabalho ainda é muito baixa, com essa população representando apenas 1% das contratações, principalmente nas áreas de Indústria e Comércio.



