Moradores denunciam falta de médicos, insumos e equipamentos em Posto de Saúde de Santo Antônio de Jesus

Falta de equipamentos hospitalares, materiais de limpeza e de médicos têm feito parte da rotina da população que frequenta o Posto de Saúde pública do bairro Santa Madalena, em Santo Antônio de Jesus. A informação foi confirmada por denúncia de moradora nesta sexta-feira (29).

Foto: Reprodução

A unidade, que funciona há mais de 10 anos, estava prevista para passar por reforma, mas, segundo uma moradora, o posto foi demolido e até hoje não houve a reestruturação prometida. A denunciante afirmou que o local improvisado onde o posto funciona atualmente não possui câmara fria para armazenar vacinas, obrigando os moradores a buscarem imunização em outras unidades. Além disso, a falta de itens básicos, como papel higiênico, tem levado as funcionárias a arcar com esses custos.

“O posto já tem mais de 10 anos localizado na Rua da Cancela, sendo que retirou do bairro para fazer uma reforma e, até hoje, não reformaram. Além disso, demoliram o posto do local que se encontrava. O posto está sem câmara fria para guardar vacinas, trazendo transtorno para a população e dificultando, porque temos que nos deslocar para a unidade mais próxima. Está com falta de medicamentos e materiais de limpeza. As funcionárias estão tendo que comprar papel higiênico para higienização, sem contar a falta de médico na unidade de saúde”, relatou a moradora ao Blog do Valente.

Ela também apontou que o espaço provisório é pequeno e insuficiente para o atendimento, uma vez que diversos moradores de bairros próximos recorrem a ele. O não agendamento prévio de consultas e a ausência de médicos pioram a situação, segundo a moradora.

“O local que o posto se encontra não é adequado para estar nos atendendo, é pequeno e ainda atende outras pessoas de bairros vizinhos. Bora ver isso aí, viu, doutor Genival? E a Secretaria de Saúde, vamos ter empatia pela população do bairro Santa Madalena. Isso é uma vergonha, é uma vergonha para a gente, para a gente poder ir no posto, tentar marcar uma consulta. Vai numa semana, quando chega na outra semana que é no dia de marcar, eu vou na terça-feira, quando chega na sexta-feira no dia de marcar, quando chega lá é a notícia que não vai haver médico a semana inteira, então bora ver isso aí”, desabafou.