Em 2023, as mulheres negras de 15 a 29 anos representam 45,2% dos jovens que não estudam nem trabalham no Brasil, atingindo o maior índice registrado desde 2012, conforme dados da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE. O número marca um aumento significativo em relação ao ano anterior mais alto.

De acordo com dados divulgados pelo instituto, que foi em 2015, com 44%. Em comparação, as mulheres brancas nessa faixa etária representavam 18,9% do total de jovens inativos.
O estudo revelou que, das 4,6 milhões de mulheres negras nessa situação, 23,2% estão desocupadas, ou seja, fazem parte da força de trabalho, mas não conseguiram emprego. Já 76,8% estão fora da força de trabalho, o que significa que não buscam ativamente uma colocação profissional.
Segundo a pesquisadora do IBGE, Denise Guichard Freire, as principais razões para isso incluem a falta de redes de apoio e as responsabilidades domésticas, como o cuidado de filhos ou parentes. Embora o número total de jovens sem estudar e sem trabalhar tenha diminuído de 26,7% em 2020 para 21,2% em 2023, a redução entre as mulheres negras foi a menor, com uma queda de apenas 1,6%.



