Meta acusa Apple de práticas anticoncorrenciais e entra com representação no Cade

Conflito entre as gigantes de tecnologia envolve questões de privacidade, publicidade e controle de mercado

A Meta, conglomerado responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, entrou com uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a Apple, acusando a gigante de Cupertino de práticas anticoncorrenciais. O processo foca na política de privacidade da Apple, especialmente no protocolo App Tracking Transparency (ATT), que exige que os usuários deem consentimento para o rastreamento de dados por aplicativos de terceiros, mas isenta seus próprios apps dessa exigência, onde o rastreamento ocorre de forma automática.

Foto: Andrew Harrer/Bloomberg

Conforme divulgado pelo O Globo, a Meta argumenta que essa política prejudica sua principal fonte de receita, a publicidade, uma vez que anúncios personalizados se tornam menos eficazes quando os usuários optam por não serem rastreados.

O impacto, segundo a empresa, é especialmente significativo para pequenas empresas, que dependem da segmentação de anúncios para alcançar seu público-alvo.

Por outro lado, a Apple defende suas políticas, afirmando que a intenção é proteger os consumidores contra conteúdos prejudiciais e práticas invasivas. A fabricante do iPhone também enfrenta investigações de outras práticas, como a obrigatoriedade do uso de seu sistema de pagamento na App Store, que inclui taxas de 20%.

A Apple justifica essas políticas alegando que flexibilizá-las tornaria seu ecossistema mais vulnerável a golpes e vírus, como ocorre em dispositivos Android.

Informações obtidas através do site O Globo.