Em discurso à nação nesta quarta-feira (5) o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que forças militares de países europeus poderiam ser enviadas à Ucrânia caso um acordo de paz seja assinado, com o objetivo de garantir que a Rússia não volte a invadir o país vizinho.

“Eles não vão lutar hoje, eles não vão lutar na linha de frente, mas eles estariam lá quando um acordo de paz fosse assinado, para garantir que ele fosse totalmente respeitado”, disse Macron
Em discurso, Macron alertou que a Rússia “já transformou o conflito ucraniano em um conflito mundial” ao violar “nossas fronteiras para assassinar opositores”, “manipular eleições na Romênia e na Molddávia”, organizar “ataques digitais contra nossos hospitais” e tentar manipular “nossas opiniões com mentiras difundidas nas redes sociais”.
A declaração de Macron ocorreu poucos dias após uma reunião tensa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que terminou em um bate-boca televisionado. Como resultado do confronto, Washington anunciou a suspensão do auxílio militar a Kiev, visando pressionar por um acordo de paz com Moscou.


