A Justiça da Bahia revogou o mandado de prisão do empresário Marcelo Batista da Silva, acusado de ordenar a morte de dois funcionários do ferro-velho que gerenciava em Salvador. A decisão concedeu liberdade provisória ao suspeito, que estava foragido desde novembro do ano passado, quando sua prisão preventiva foi decretada.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (11). A liminar foi assinada pelo juiz Vilebaldo José de Freitas Pereira em 25 de fevereiro, determinando que Marcelo Batista cumpra medidas cautelares para manter o benefício da liberdade provisória.
Além do empresário, outros dois suspeitos envolvidos no caso também obtiveram a mesma decisão judicial. No entanto, detalhes sobre a participação desses indivíduos no crime não foram divulgados, e o processo segue em sigilo.
Em janeiro deste ano, o soldado da Polícia Militar Josué Xavier foi solto após o término do prazo da prisão temporária. Ele é suspeito de envolvimento nas mortes e retornou à corporação, onde atua no setor administrativo até a conclusão das investigações. O policial é lotado na 19ª Companhia Independente (CIPM), em Paripe.
Outro envolvido no caso, Wellington Barbosa, conhecido como “Cabecinha” e gerente do ferro-velho, também chegou a ser preso. No entanto, devido ao diagnóstico de hanseníase, passou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
O delegado José Nélis, responsável pela 3ª Delegacia de Homicídios, informou que ainda não há confirmação sobre o grau de envolvimento de cada suspeito no crime. As investigações da Polícia Civil apontam que Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento e Matusalém Silva Muniz foram mortos, mas os corpos das vítimas, desaparecidas desde 4 de novembro do ano passado, ainda não foram localizados.



