O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (19), elevar a taxa Selic de 13,25% para 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e levou os juros ao maior patamar desde 2016, durante a crise econômica que marcou o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

A Selic é a taxa básica de juros da economia e influencia o custo do crédito no país, impactando financiamentos e empréstimos. Com a nova alta, o crédito tende a ficar mais caro.
Em nota divulgada ao G1, o Banco Central indicou que poderá realizar um novo aumento na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 6 e 7 de maio, mas de menor magnitude.
“Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, da elevada incerteza e das defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de menor magnitude na próxima reunião”, diz o comunicado.
A decisão de elevar a Selic ocorre em um contexto de inflação persistente e crescimento econômico. Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 3,4%, o que tem mantido a atividade econômica aquecida.
O Banco Central justificou a alta dos juros citando fatores como:
Nível de atividade econômica elevado
Mercado de trabalho aquecido
Aumento dos gastos públicos
Pressões externas sobre o dólar
O sistema de metas de inflação do Banco Central prevê um objetivo de 3% ao ano. Quando as projeções superam esse índice, o BC tende a manter ou aumentar os juros para conter a alta dos preços.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não comentará a decisão antes da publicação da ata da reunião do Copom. No entanto, ele destacou que o aumento já era esperado.
“Esse aumento, na verdade, teve um guidance no final do ano passado. Isso que aconteceu. Teve um guidance, o presidente do Banco Central disse em entrevista coletiva que o guidance seria observado”, declarou Haddad.



