Na última sexta-feira (28), Jucione Manuelle, uma mulher que trabalha como “baiana de receptivo” na Praia do Forte, em Mata de São João, Região Metropolitana de Salvador, Bahia, denunciou ter sido injustamente acusada de furto por uma turista argentina.

Jucione, que costuma se vestir com trajes típicos coloridos da cultura baiana e posar para fotos com turistas, foi alvo de uma acusação grave após um mal-entendido com um casal de argentinos.
De acordo com o relato de Jucione, a acusação surgiu logo após ela posar para fotos com o casal. A turista percebeu a ausência de sua carteira e, sem mais nem menos, acusou Jucione de tê-la furtado. A situação rapidamente escalou quando a turista insistiu para que Jucione provasse sua inocência de uma maneira humilhante: forçando-a a tirar suas roupas, incluindo o tradicional traje de baiana.
“Tive que tirar a roupa toda para mostrar que não tinha nada”, desabafou Jucione, visivelmente afetada pela situação. A acusação, que abalou a mulher, foi registrada por uma câmera de segurança instalada na loja onde ela foi forçada a se despir.
Pouco depois, a carteira da turista foi encontrada em uma loja que ela havia visitado anteriormente. Embora o erro tenha sido esclarecido, o trauma causado à Jucione não diminuiu. Ela se sentiu profundamente ofendida e discriminada pela situação, que a deixou marcada pela humilhação pública.
O caso destaca não apenas a injustiça da acusação, mas também a violência emocional e o preconceito que muitas vezes mulheres negras enfrentam no cotidiano, especialmente em ambientes turísticos.
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