Presos na Operação Falsas Promessas 2 movimentaram ao menos R$680 mi entre bens e valores, diz PC

Organização criminosa usava empresas de fachada e sorteios manipulados; 27 veículos e cinco armas foram apreendidos

A Polícia Civil da Bahia concluiu o balanço da Operação Falsas Promessas 2, deflagrada na manhã desta quarta-feira (9), com 24 presos, entre eles sete policiais militares. A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em rifas ilegais e lavagem de dinheiro, com atuação em diversas cidades da Bahia.

Foto: PC

Entre os capturados estão quatro investigados apontados como lideranças do grupo, localizados em regiões estratégicas como Salvador, Região Metropolitana, Juazeiro, São Felipe e no estado de São Paulo. Eles exerciam funções centrais na estrutura criminosa, coordenando atividades e articulando o esquema de movimentação financeira.

O grupo atuava em Salvador, RMS, Vera Cruz, São Felipe, Juazeiro e Nazaré, utilizando uma estrutura sofisticada de empresas de fachada e “laranjas” para ocultar a origem dos valores arrecadados ilegalmente com rifas fraudulentas.

Veículos de luxo e armas apreendidas

Durante as diligências, foram apreendidas cinco armas de fogo e 27 veículos, sendo 15 localizados em Salvador e 12 no interior. Entre os automóveis estão modelos de alto padrão como uma Hilux, um Jeep Renegade, uma Mercedes C200, uma Mercedes AMG e uma Range Rover. Também foram recolhidos relógios de luxo, R$ 14 mil em espécie, celulares, munições e notebooks. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 10 milhões por CPF ou CNPJ investigado, totalizando R$ 680 milhões em bens e valores relacionados ao esquema.

A operação foi coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD) e mobilizou cerca de 300 policiais civis, com apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), da Coordenação de Operações de Polícia Judiciária (COPJ), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), do Departamento de Polícia do Interior (Depin), do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP).

A ação também contou com o acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar, responsável pela apuração disciplinar dos agentes públicos envolvidos, além da participação do Departamento de Polícia Técnica (DPT), cuja equipe composta por perito criminal, médico-legista e técnico foi responsável pela identificação dos custodiados, realização de perícias de lesões corporais e análise das substâncias apreendidas.

 

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