Anvisa alerta para risco de “síndrome do lobisomem” em bebês expostos ao minoxidil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta na terça-feira (15) sobre os riscos do uso inadequado do minoxidil, medicamento amplamente utilizado no tratamento da calvície. De acordo com o órgão, o produto pode causar hipertricose — crescimento excessivo e anormal de pelos, também conhecido como “síndrome do lobisomem” — em bebês que entram em contato acidental com áreas do corpo onde o medicamento foi aplicado por adultos, especialmente pais ou responsáveis.

A Anvisa solicitou que todas as empresas detentoras do registro do minoxidil no Brasil atualizem as bulas do produto, incluindo a informação sobre os riscos da exposição tópica acidental em crianças. A preocupação maior se dá com as versões em gotas, spray e gel, que apresentam maior potencial de contato externo com a pele de bebês.

Apesar de ser considerado eficaz no tratamento da alopecia androgenética — a forma mais comum de queda de cabelo tanto em homens quanto em mulheres —, o minoxidil deve ser utilizado com cautela, seguindo rigorosamente as orientações médicas. A forma em comprimidos, por ser de uso oral, não oferece o mesmo risco de exposição direta a terceiros.

O alerta reforça a importância do armazenamento seguro e do cuidado na aplicação de medicamentos tópicos, especialmente em ambientes com crianças pequenas.