Condenado a 28 anos de prisão, agente que matou Genivaldo de Jesus afirma: “Não foi torturado”

Paulo Rodolpho, ex-policial condenado a 28 anos de prisão, negou que a ação que causou a morte de Genivaldo de Jesus, em 2022, tenha sido tortura. “Eu não saí de casa para torturar ninguém”, afirmou.

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Em entrevista ao repórter Roberto Cabrini, para o Domingo Espetacular, o agente reforçou que não se considera uma pessoa violenta e que, quando há resistência, é necessário responder à ação. “A partir do momento em que ele se nega a obedecer aos comandos e que reage com o uso do corpo fisicamente, aplicando uma força contrária, então eu necessariamente preciso dar uma resposta”, declarou.

O ex-policial afirmou que não foi informado sobre a condição mental da vítima, apesar de testemunhas declararem que o alertaram.

Ainda na entrevista, Paulo reafirmou que a condenação ocorreu por um erro judicial, o que, segundo ele, será provado nas instâncias superiores.

Relembre o caso

Genivaldo Santos de Jesus, de 38 anos, era aposentado por sofrer de esquizofrenia. Estava diagnosticado e medicado há 20 anos. Ele foi abordado por policiais por estar conduzindo uma motocicleta sem capacete. Segundo informações, sem demonstrar resistência, Genivaldo desceu da moto e foi derrubado em um chão de terra batida ao lado da rodovia, onde foi algemado e atingido com spray de pimenta.

O motociclista foi colocado na parte traseira da viatura, e o então policial Paulo Rodolpho lançou uma granada de gás lacrimogêneo no interior do veículo e forçou a porta contra as pernas da vítima. De acordo com a Agência Brasil, a perícia constatou que a vítima inalou o gás por pouco mais de 11 minutos antes de morrer por sufocamento.

William Noia, Kleber Freitas e Paulo Rodolpho foram condenados em 7 de dezembro de 2024, com penas que variam entre 23 e 28 anos de prisão.