Vera Cruz: Jorge Rasta denuncia risco de gentrificação com obras da ponte e convoca audiência pública

Além da audiência sobre a ponte, o vereador confirmou a realização de uma audiência pública no dia 20 de maio voltada à causa animal

Durante sessão itinerante da Câmara de Vereadores de Vera Cruz realizada na comunidade de Jiribatuba nesta terça-feira (29), o presidente do Legislativo Municipal, Jorge Rasta, anunciou a realização de duas audiências públicas para discutir temas de grande impacto para a população: a construção da Ponte Salvador-Itaparica e a causa animal no município.

Foto: Câmara Municipal de Vera Cruz

Ao Blog do Valente o vereador destacou que a audiência sobre a ponte, que ainda não tem data definida, será realizada mesmo sem a participação do Governo do Estado, que segundo ele, não tem ouvido a população afetada pelas obras.

“Eles modificaram o traçado da via expressa sem diálogo com a comunidade, promovendo desapropriações que prejudicam o comércio e a história local. Já acionamos o Ministério Público e vamos realizar essa audiência com ou sem a presença do Estado”, afirmou.

Jorge Rasta também criticou a falta de investimentos estruturais na cidade, que, segundo ele, ainda sofre com problemas graves como a travessia marítima deficiente, ausência de leitos de UTI, falta de instituição de ensino superior e carência de equipamentos como cadeira de quimioterapia.

“Queremos que o governador venha dialogar, não apenas pedir votos. Vera Cruz precisa de respeito e de investimentos concretos antes de grandes obras”, declarou.

Além da audiência sobre a ponte, o vereador confirmou a realização de uma audiência pública no dia 20 de maio voltada à causa animal. A proposta é discutir políticas públicas de proteção e bem-estar para os animais da cidade. “Esse sempre foi um desejo meu. Os animais precisam de representação e políticas claras. Convido todos, especialmente os protetores, a participarem”, reforçou.

Para Jorge Rasta, essas ações, como as sessões itinerantes fortalecem o vínculo entre o poder público e a população. “É fundamental que o povo conheça e participe da política. Só assim poderá reivindicar com mais propriedade e transformar a realidade do município”, concluiu.