Veja como funciona o Conclave que elege o papa

Cardeais de diferentes partes do mundo estarão no Vaticano escolhendo a autoridade da Igreja Católica; Conclave vai eleger o sucesso.r do papa Francisco

Uma simulação exibida pelo Fantástico, da TV Globo, explicou em detalhes como funciona o Conclave — o processo secreto da Igreja Católica para a escolha de um novo papa. O ritual, que ocorre desde 1270, será realizado novamente nesta quarta-feira (07) para eleger um novo pontífice, sucessor do papa Francisco. A expectativa é que a votação dure de dois a três dias.

Foto: Reprodução / Fantástico

O Conclave acontece na Capela Sistina, no Vaticano. Durante o período da eleição, os cardeais ficam isolados do mundo exterior e realizam votações sucessivas até que um deles alcance dois terços dos votos. O grupo dorme na Casa Santa Marta, mas permanece incomunicável enquanto o processo estiver em andamento.

Cada cardeal vota de forma secreta, escrevendo o nome do candidato em uma cédula, de modo a não revelar sua caligrafia. As cédulas são depositadas em uma urna posicionada junto ao altar. Os votos são lidos em voz alta e depois queimados com substâncias químicas, produzindo fumaça: preta, quando não há definição; branca, quando um novo papa é eleito.

Caso o Conclave chegue a 34 votações sem um resultado, será realizado um segundo turno entre os dois cardeais mais votados.

Segundo o Fantástico, o próximo Conclave contará com 133 cardeais eleitores. Entre eles, 44,77% são considerados progressistas, 36,7% moderados e 18,8% conservadores — uma divisão ideológica que pode influenciar o resultado.

Os principais nomes cotados para a sucessão incluem Pietro Parolin, atual secretário de Estado do Vaticano; Peter Erdo, ligado ao setor conservador; além de figuras próximas à linha reformista do papa Francisco, como Matteo Zuppi, Pierbattista Pizzaballa, Jean-Claude Hollerich e Luis Antonio Tagle.

Antes da votação, os cardeais participam das chamadas congregações, reuniões preparatórias em que discutem os rumos da Igreja. Foi em uma dessas congregações, em 2013, que o então cardeal Jorge Mario Bergoglio fez um discurso marcante sobre a necessidade de uma Igreja voltada às periferias, o que contribuiu para sua eleição como papa Francisco.