Lagartixas são aliadas contra insetos, mas oferecem risco silencioso para gatos

Embora inofensivas para os humanos e grandes aliadas no combate a insetos, como mosquitos e baratas, as lagartixas domésticas podem representar um perigo oculto para os felinos. A espécie mais comum nas casas brasileiras, Hemidactylus mabouia, ajuda a manter o ambiente livre de pragas urbanas — incluindo o mosquito da dengue. No entanto, a ingestão desses répteis por gatos pode desencadear uma doença grave.

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Trata-se da platinosomose, uma enfermidade causada pelo parasita Platynosomum fastosum, que pode se alojar nas lagartixas. Quando ingerido pelos gatos, mesmo acidentalmente durante brincadeiras ou caçadas, o parasita pode inflamar e até obstruir as vias biliares do animal. Em casos mais graves, a doença pode levar à morte.

O problema é que, em muitos casos, os sintomas não aparecem de imediato. Os tutores devem ficar atentos a sinais como vômitos, diarreia, perda de apetite, emagrecimento e olhos amarelados. Diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar atendimento veterinário o quanto antes. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações.

Já os cães, apesar de não desenvolverem platinosomose, também podem sofrer com a ingestão de lagartixas, com risco de contaminação por parasitas intestinais e distúrbios gastrointestinais.

Para os humanos, não há motivo para alarme. Lagartixas não são venenosas, não transmitem doenças e tampouco representam risco de mordidas perigosas. Pelo contrário: são caçadoras eficientes e prestam um verdadeiro serviço de controle biológico dentro de casa.