A Unifacemp encerrou nesta sexta-feira (15) mais uma edição da sua semana acadêmica com uma mesa de debate que lotou o auditório da instituição. O tema central foi “Escravidão não acabou: direito, raça e luta contra o trabalho escravo no século XXI”, com foco nas questões atuais que envolvem os direitos dos trabalhadores e a cidadania.

Em entrevista à Rádio Andaiá FM, a professora e doutora Jaqueline, uma das responsáveis pela organização do evento, destacou a importância da atividade. “Hoje estamos na mesa de encerramento, cujo tema é escravidão contemporânea, mas durante a semana trabalhamos a valorização da diversidade étnico-racial e os direitos humanos”, explicou.
A programação se estendeu de segunda até esta sexta-feira, com diversas mesas, painéis e palestras em diferentes locais da cidade, como o Hotel Parati, a Câmara de Vereadores, a Igreja da Família, e as unidades da própria instituição. “Foi fantástico. Hoje a gente tá encerrando com chave de ouro, com convidados especiais e a sala lotada, como você viu”, celebrou Jaqueline.
Entre os debatedores da noite estavam a professora Thalita, especialista em Direito do Trabalho e servidora do TRT, o egresso Cláudio Fonseca Júnior, conhecido como Júnior do Sindicato, o professor doutor Romilson, além dos ex-alunos doutor Ohana (área criminal) e doutor Fábio (área cível).
A mesa discutiu temas relevantes como o trabalho análogo à escravidão, as dificuldades enfrentadas por trabalhadores no Brasil, e a necessidade de atuação crítica dos futuros profissionais do Direito. “Falamos sobre direitos, deveres, cidadania, e tudo o que precisamos desenvolver na sociedade”, destacou a professora.
A semana acadêmica teve também apresentações culturais. “Hoje fomos recebidos com um show de MPB de Candês, que trouxe um clima de animação ainda maior para os alunos”, contou Jaqueline, agradecendo ao apoio do professor Lemartini e à reitoria da instituição.
Segundo ela, o evento também promoveu um importante intercâmbio entre os alunos de diferentes semestres e cursos, como Direito e Psicologia. “É um momento em que os estudantes se encontram. O objetivo é esse: misturar esse povo todo. Além disso, a gente cumpre as diretrizes do MEC e trabalha temas urgentes da sociedade”, disse.
A professora finalizou destacando o reconhecimento do curso de Direito da Unifacemp, que já ultrapassou os limites do Recôncavo Baiano. “Hoje somos referência em todo o Brasil. Temos alunos de Fortaleza, de Natal, do Rio Grande do Norte. E com o curso de Medicina, nosso alcance aumentou ainda mais.”
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