Durante o São João de Santo Antônio de Jesus, a barraca Cowboy Superfogos se destaca por ações voltadas à segurança, à legalidade e à inclusão de públicos sensíveis, como crianças e pessoas com autismo. Instalado na área regulamentada às margens da BR-101, na região do Funil, o ponto de venda liderado pelo empresário Wagner Cowboy opera com autorização dos órgãos fiscalizadores e oferta diferenciada de produtos.

Após uma breve interdição por questões documentais, a barraca teve suas atividades normalizadas com aval da Polícia Civil, Exército, Corpo de Bombeiros e demais entidades competentes. “Todos os nossos produtos estão registrados e embalados de acordo com as normas”, afirmou Wagner em entrevista ao programa Levante a Voz.
Entre as medidas adotadas, a Cowboy Superfogos disponibiliza fogos separados por categorias: os de classe A, voltados ao público infantil, e os de classes B e C, indicados para adultos. Wagner alerta que o uso deve sempre ocorrer com supervisão. “Os pais devem sempre estar ao lado dos filhos no manuseio, e é importante conferir se a embalagem está intacta e se o produto possui registro visível”, explicou.
Pensando na acessibilidade, o comerciante passou a oferecer abafadores gratuitos para crianças autistas mediante compras realizadas no local. “É um gesto que busca garantir conforto e segurança para quem tem sensibilidade auditiva. Sabemos que o som dos fogos pode incomodar muito”, disse.
A procura por fogos com menos barulho e maior efeito visual tem crescido. Produtos como candelas, que disparam luzes coloridas com pouco estampido, são os mais procurados. Segundo o empresário, novas exigências legais também têm direcionado o mercado para itens com menor carga de pólvora, o que reduz impactos sonoros em animais e pessoas sensíveis.
Além da alta nas vendas durante o São João, o ponto também movimenta o comércio no Réveillon. Porém, Wagner garante que não há acúmulo de estoque. “Trabalhamos com estoque do dia, sem acúmulo. O que sobra, não reutilizamos no ano seguinte. Fogos precisam estar sempre em perfeitas condições.”
O modelo atual de comercialização representa um avanço, segundo o empresário, quando comparado aos tempos em que os fogos eram vendidos em feiras livres, sem controle. “Hoje tudo está fixo, padronizado e com fiscalização, o que traz mais tranquilidade tanto para o consumidor quanto para o vendedor”, destacou.
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