Sindicato projeta até 1.500 contratações com novos projetos no Estaleiro Enseada

Sindicato dos Metalúrgicos anuncia novas vagas com a construção de balsas e prevê até 1.500 contratações em novo projeto de rebocadores

Após 12 anos praticamente parado, o Estaleiro Enseada, em Maragogipe, no Recôncavo Baiano, voltou a operar e já começou a gerar empregos para a região. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Recôncavo Baiano (STIM Naval), Júnior Brasil, 244 trabalhadores já estão contratados na obra de construção de balsas, e esse número deve crescer significativamente nos próximos meses.

Foto: Léo Valente

A retomada das atividades começou com a produção de 80 balsas, divididas em lotes. Dois contratos já estão em andamento, totalizando 20 embarcações. Segundo o sindicato, o número de vagas deve chegar a 500 ou 600 no atual ciclo produtivo.

“A expectativa é grande. Estamos voltando a dar vida ao estaleiro, com a geração de empregos e movimentação econômica não só para Maragogipe, mas para todo o Recôncavo”, afirmou Júnior Brasil. Ele lembrou que, no auge das operações anteriores, com a construção das plataformas P-59 e P-60, o estaleiro chegou a empregar cerca de 7 mil pessoas, somando postos diretos e indiretos.

Além das balsas, um novo projeto está em fase final de negociação: a construção de seis rebocadores OSRVs (Offshore Support Vessels), que deve gerar cerca de 1.500 empregos diretos, além de oportunidades indiretas. O acordo entre a empresa SMM e a Enseada já está praticamente fechado, restando apenas a finalização do contrato com a Petrobras, que exige garantias financeiras das empresas envolvidas.

O sindicato também destacou a importância da mão de obra qualificada na região. Profissionais de cidades como Santo Antônio de Jesus, Salinas da Margarida, Nazaré e outros municípios do entorno já estão sendo contratados, e a tendência é de expansão à medida que novos projetos forem confirmados.

“O que pedimos é que trabalhadores da área metalúrgica tenham paciência. As vagas estão surgindo e vão aumentar. O que estamos vivendo agora é só o início de um novo ciclo no estaleiro”, reforçou o presidente do STIM Naval.