PGR avalia arquivar inquérito das joias sauditas envolvendo Bolsonaro

Procuradoria-Geral da República ainda não decidiu se denunciará ex-presidente por caso que envolve suspeita de lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos

Após apresentar as alegações finais pedindo a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalia agora o arquivamento do inquérito que investiga a venda de joias sauditas no exterior. A informação foi divulgada pela CNN Brasil nesta terça-feira (16).

Foto: reprodução

O inquérito em questão foi aberto após a Polícia Federal indiciar Bolsonaro e outras 11 pessoas, em julho de 2024, por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação indevida de bens públicos. Apesar do indiciamento, mais de um ano depois a PGR ainda não se manifestou oficialmente sobre o oferecimento de denúncia.

Fontes ligadas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, disseram à CNN que o indiciamento não obriga automaticamente a apresentação de denúncia por parte da PGR. Um exemplo citado é o arquivamento do inquérito sobre o suposto uso de um cartão de vacinação falso, apesar de Bolsonaro também ter sido indiciado nesse caso pela Polícia Federal.

No episódio do certificado de vacina contra a Covid-19, Gonet entendeu que o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid — ex-ajudante de ordens e delator — não era suficiente, por si só, para sustentar uma denúncia formal contra o ex-presidente.

Com o caso do golpe já encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o foco da Procuradoria agora recai sobre as demais investigações pendentes envolvendo o ex-presidente, inclusive a das joias sauditas, cujo desfecho ainda segue indefinido.