Solla diz que ainda há diálogo após tarifaço ser adiado e que Bolsonaro é “confesso” por pedir anistia sem condenação

Deputado baiano destaca componente político na medida e afirma que ainda há produtos brasileiros sob risco de taxação

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) avaliou a prorrogação do tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, prevista para começar no dia 1º de agosto, foi adiada para o dia 6 e teve quase 700 itens retirados da lista original. Ele destacou a continuação do diálogo, alertando que ainda há produtos importantes sob ameaça, como café, carnes e vegetais.

Imagem: reprodução/ Blog do Valente

“Foi adiado por mais uma semana, então temos mais tempo para agir. Foram retirados mais de 700 itens, então o impacto já reduziu. Mas não damos por finalizado, porque ainda há produtos importantes da exportação brasileira sob risco desse absurdo tarifado”, afirmou o parlamentar em entrevista ao Blog do Valente.

Solla também afirmou que o tarifaço tem um componente político e criticou duramente o ex-presidente Jair Bolsonaro, para quem aliados defendem anistia, mesmo sem ele ter sido condenado.

“Ele já se declara réu confesso ao pedir anistia. Quem pede anistia é quem foi condenado. Ele não foi ainda condenado e já está pedindo, o que mostra que tem consciência da gravidade do que fez”, disparou.

O deputado ainda apontou o fortalecimento do BRICS como uma das razões do endurecimento dos Estados Unidos contra o Brasil. “O BRICS está crescendo e os EUA enxergam isso como ameaça. Ao mesmo tempo, há o oportunismo da ‘familícia’ Bolsonaro, que articulou um golpe de Estado, tentou matar o presidente Lula e o vice Alckmin e agora usa a extrema-direita internacional para fazer pressão”, declarou.