Governo Trump reage à prisão de Bolsonaro e critica atuação do STF

Conselheiro de Trump afirma que Supremo se tornou a instituição mais poderosa do Brasil e compartilha manifestações pró-Bolsonaro e contra Moraes.

O conselheiro sênior da campanha de Donald Trump, Jason Miller, reagiu neste domingo (4) à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apoio a manifestações bolsonaristas no Brasil. Em postagens na rede social X, Miller afirmou que o ministro Alexandre de Moraes estaria provocando o governo dos Estados Unidos como retaliação às sanções que recebeu recentemente.

Imagem: reprodução/ redes sociais

“Trump está certo sobre o Brasil”, publicou Miller, ao criticar o STF. Para ele, a Corte brasileira se tornou “a instituição mais poderosa do país”, acumulando funções de investigação, acusação, censura e legislação. “Agora está atuando como juiz, júri e executor”, completou.

O conselheiro também compartilhou uma imagem de um manifestante bolsonarista em Fortaleza usando uma máscara de Alexandre de Moraes e algemas nas mãos. Segundo Miller, a cena foi registrada durante um ato que pedia o impeachment do ministro do STF.

Além disso, Jason Miller divulgou vídeos de manifestações pró-Bolsonaro que exaltavam o ex-presidente americano Donald Trump e pediam apoio dos Estados Unidos para uma intervenção no Brasil. Ele também compartilhou uma publicação de Eduardo Bolsonaro que tratava do assunto.

A reação internacional ocorre no mesmo momento em que Alexandre de Moraes determinou nova decisão envolvendo a família Bolsonaro. Segundo o ministro, Flávio Bolsonaro – filho do ex-presidente – teria publicado trechos de vídeos com falas de seu pai convocando apoiadores, mas depois os teria apagado das redes sociais. Para Moraes, a exclusão não elimina a transgressão: “A Justiça é cega, mas não é tola e não permitirá que um réu a faça de tola achando que ficará impune por ter poder político e econômico”.

A postura de Jason Miller representa um novo capítulo na crescente tensão entre aliados de Trump e o Judiciário brasileiro, especialmente diante das ações que envolvem a defesa da liberdade de expressão e os desdobramentos jurídicos envolvendo Bolsonaro.