Prefeito de Vera Cruz diz que interdição da Ponte de Mar Grande pela Agerba foi unilateral e sem comunicação oficial 

Foto: Reprodução / Redes Sociais de Igor Pinho

O prefeito de Vera Cruz, Igor Pinho, criticou a decisão da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) de interditar a ponte do atracadouro que dá acesso às lanchas da travessia Mar Grande-Salvador. A medida, anunciada para a realização de reformas, pode levar trabalhadores e moradores a dependerem do sistema ferry-boat em Bom Despacho, impactando comerciantes e ambulantes de Vera Cruz que vivem do movimento das lanchas.

Em entrevista ao Blog do Valente nesta quarta-feira (20), Igor Pinho afirmou que não é contra a reforma, mas defendeu a necessidade de buscar alternativas antes da paralisação do serviço.

“Mais uma vez Vera Cruz foi surpreendido com uma decisão unilateral sem qualquer comunicação oficial ou diálogo com a cidade na suspensão da travessia em razão de um suposto a reforma do terminal marítimo da ponte que faz a atracação das lanchas. Primeiro que nós sabemos isso pelas empresas que faziam travessia. Nós não tivemos nenhuma, nem sequer, nenhuma informação da Agerba, do governo do Estado. Mais uma vez, porque eu falo mais uma vez, porque no cenário da ponte, o anúncio da construção da ponte para daqui a um ano, também nós ficamos sabendo pela imprensa. E novamente a gente bate nessa tecla da falta de respeito, da falta de diálogo, que a gente não permite. A gente vai sempre combater, toda vez que mexer com os interesses da população, principalmente do povo de Vera Cruz, a gente vai se insurgir contra, porque a gente não aceita esse tipo de construção. A construção, ninguém aqui é contra nada, ninguém aqui é contra a reforma do ponte, mas a gente precisa buscar alternativas e, antes de tudo, ver como é que essas pessoas vão ficar porque são inúmeros trabalhadores”, disse o prefeito.

Igor Pinho também lembrou de um episódio em 2008, quando participou de um movimento popular para garantir a continuidade da travessia. Segundo ele, na época, a Agerba cogitou encerrar o serviço das lanchas para aumentar a utilização do ferry, que ainda era administrado pelo Governo da Bahia, antes da licitação em 2014.

“Porque não justifica você parar simplesmente um serviço por completo, sendo que a gente tem várias alternativas para poder regularizar, inclusive eu coloquei a estrutura da prefeitura à disposição para a gente buscar juntos uma alternativa. Constrói um lado, não constrói o outro, reforma um lado e vai, para não parar o serviço, ao colocar balsas”, completou.