
As futuras mamães e a população de Serrinha e região do Sisal passam a contar com a garantia de acesso a uma maternidade e a serviços de saúde em uma estrutura de ponta. Nesta sexta-feira (22), o governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado da secretária da Saúde, Roberta Santana, assinou a ordem de serviço para a construção do Hospital e Maternidade Regional do Sisal. A nova unidade terá investimento de R$ 175 milhões e previsão de entrega em dois anos.
“Estivemos aqui em Serrinha, em março deste ano, para entregar do outro lado da pista a maternidade municipal, que funciona com o nosso apoio, e voltamos hoje para dar início a essa obra que vai beneficiar 18 municípios da região sisaleira. Aliada a essa construção, vamos duplicar a pista do entorno, preparando todo o anel rodoviário para que possamos garantir a segurança de quem vai entrar e sair da unidade hospitalar”, afirmou o governador.
Com 255 leitos, sendo 85 na área hospitalar e 170 para a maternidade, incluindo 45 de cuidados intensivos adulto e neonatal, a unidade vai oferecer estrutura moderna com quartos PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, Banco de Leite Humano, Centro de Parto Normal e serviços de acolhimento para vítimas de violência. A obra ocupa uma área total de 22 mil metros quadrados e terá ainda setor de imagenologia, com salas de tomografia, raio-x, ultrassonografia e endoscopia.
Grávida de sete meses, a lavradora Rafaela de Jesus da Silva, de 32 anos, comemorou a novidade.
“Pena que não vai dar tempo de ter meu terceiro filho na nova maternidade, mas será muito importante porque vai trazer mais segurança para as mulheres. Ficamos muito aflitas na hora do parto e com esse suporte, as mães vão ficar mais tranquilas. O hospital tem uma estrutura muito grande, podemos observar pelo tamanho do terreno e pelo número de leitos”, disse.
A secretária da Saúde, Roberta Santana, destacou que “esses serão os primeiros leitos de UTI da região do Sisal, que chega para mudar completamente a realidade, tanto da rede materna infantil, para que as mães não precisem se deslocar para hospitais de Feira de Santana ou Salvador, quanto da população em geral. Simboliza uma nova rede assistencial e uma contribuição importante para a redução da mortalidade materna e neonatal”.
Ela lembrou ainda que até a abertura da maternidade, as gestantes estão sendo atendidas no Centro de Parto Normal (CPN) do Hospital de Serrinha, entregue em 8 de março deste ano, com aporte de R$ 880 mil do Governo do Estado em equipamentos.
A unidade integra o Programa Mãe Bahia, iniciativa da gestão estadual que fortalece a infraestrutura de maternidades e centros de parto, além de oferecer acolhimento e segurança para gestantes e bebês. Foram destinados R$ 60 milhões em recursos do Governo Federal, por meio do Novo PAC.
A chamada “bebê Mãe Bahia”, Shaylla Silva, de três meses, é a primeira criança nascida dentro do programa, na maternidade municipal de Serrinha. A mãe, Jéssica Silva Alves, de 28 anos, destacou a importância da nova estrutura.
“Foi uma aventura e tanta. O atendimento foi maravilhoso. Esperava que fosse um parto natural, mas acabei na cesárea. Essa nova maternidade representa um avanço e tanto. As mães que tinham medo de parir, vão criar coragem”, relatou.
O programa inclui ainda ambulatórios de alto risco em policlínicas de Jequié, Ilhéus e Vitória da Conquista, ampliando o acesso a cuidados especializados. O investimento total passa de R$ 820 milhões.
Esgotamento sanitário
Durante o evento, também foi assinada ordem de serviço para a implantação da primeira etapa do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Serrinha. A obra será executada em parceria entre a Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs), a Embasa e o Ministério das Cidades, com investimento de R$ 150,9 milhões.




