Lula diz que não vai acompanhar julgamento de Bolsonaro no STF: “Tenho coisa melhor a fazer”

Presidente afirmou que ex-chefe do Planalto deve ter direito à ampla defesa, mas, se comprovado crime, precisa ser punido

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (29) que não pretende acompanhar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para a próxima terça-feira, 2 de setembro. O processo envolve a acusação de participação do ex-mandatário na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores radicais invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

“Não vou assistir ao julgamento. Tenho coisa melhor para fazer. Eu não sei como termina (o julgamento). Eu acho que ele vai ser julgado com base nos autos”, afirmou Lula em entrevista à rádio Itatiaia, de Minas Gerais.

O petista defendeu que Bolsonaro tenha direito à ampla defesa e ao contraditório, mas ressaltou que, caso seja comprovada a prática de crimes, a punição deve ocorrer. “Não é a figura do Bolsonaro que está sendo julgada, é o comportamento do cidadão que foi presidente da República, em função das denúncias e das delações feitas e das provas apuradas pela Polícia Federal. É isso que vai ser julgado. São os autos do processos que vão ser julgados. Se ele cometeu crime, vai ser punido. Se ele não cometeu, será absolvido, e a vida continua. É assim que as coisas devem funcionar no Brasil”, declarou.

Na mesma entrevista, Lula também confirmou que pretende disputar a reeleição em 2026 para tentar conquistar um quarto mandato no Palácio do Planalto.

“Tenho plano B, C, D. Não posso dizer quem, mas não falta nome dentro do PT e fora do PT. Vai ser uma eleição difícil e é uma eleição que nós não podemos perder”, disse.