
No Rio Grande do Norte, um homem carrega o título de possuir o nome mais longo do Brasil: Charlingtonglaevionbeecheknavare dos Anjos Mendonça, que soma 32 letras no primeiro registro. Conhecido popularmente como “Chacha”, o potiguar contou em entrevista à Record TV que até ele mesmo tem dificuldade em soletrar todas as letras corretamente.
Para vizinhos e amigos, o apelido se tornou a solução prática. Já em entrevistas de emprego, Chacha costuma arrancar sorrisos dos recrutadores, e na cidade onde vive, sua fama é garantida pelo registro inusitado.
Apesar da popularidade, o encanador industrial relata que o nome extenso gera transtornos. Ele precisou viajar até Recife para resolver uma pendência na Receita Federal, já que o sistema não aceitava tantos caracteres. Além disso, documentos e cartões muitas vezes não comportam todas as letras, obrigando-o a usar versões abreviadas.
No Brasil, não existe lista oficial de nomes proibidos. O artigo 55 da Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/73) apenas veta registros que exponham a criança ao ridículo ou constrangimento. Casos como o de Chacha, por mais incomuns que sejam, costumam ser aceitos sem maiores obstáculos, a menos que haja decisão judicial em sentido contrário.



