
O Itaú Unibanco realizou uma demissão em massa que atingiu aproximadamente mil funcionários em regime remoto ou híbrido, surpreendendo os profissionais e deixando o setor bancário em alerta. A justificativa do banco para os desligamentos foi a baixa produtividade no home office.
De acordo com trabalhadores, não houve advertências prévias antes das demissões, o que gerou clima de indignação e receio entre bancários de todo o país.
A diretora da Federação dos Bancários da Bahia, Luciana Dória, criticou a postura do Itaú e ressaltou que o sindicato não foi comunicado sobre a medida.
“O STF, no Tema 638 de repercussão geral, estabelece a necessidade de participação sindical em casos de demissões em massa. Dessa forma, ao não manter qualquer diálogo com o movimento sindical bancário, a postura do Itaú revelou-se arbitrária e desrespeitosa a essa decisão constitucional”, afirmou.
O entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) citado pela dirigente sindical reforça a obrigatoriedade de diálogo prévio com entidades representativas em desligamentos coletivos. A decisão do Itaú pode motivar ações judiciais e negociações sindicais em busca de compensações para os trabalhadores afetados.
O banco ainda não detalhou quantos setores foram impactados, mas a decisão reacendeu o debate sobre produtividade no home office e direitos trabalhistas no setor financeiro.


