
A Receita Federal passou a utilizar o modelo de inteligência artificial generativa Gemini, do Google, para automatizar a inspeção de bagagens e pacotes internacionais. A solução, implantada inicialmente em dezembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, acelera a liberação das compras, evita a entrada de itens irregulares e reforça o controle aduaneiro.
Com cerca de 800 mil remessas diárias chegando ao país, consumidores enfrentavam atrasos de até dois meses para receber seus pedidos. Agora, com a tecnologia do Google Cloud integrada aos equipamentos de raio-x, alguns produtos já chegam às residências em menos de uma semana.
A IA é capaz de identificar automaticamente objetos suspeitos ou proibidos, como armas, drogas, peças de automóveis e produtos médicos. Além disso, fiscais da Receita podem interagir diretamente com o sistema por meio de perguntas em linguagem natural, como “Existe alguma arma nessa mala?”, sem a necessidade de comandos técnicos.
Antes da adoção da tecnologia, a demora nas fiscalizações afetava a cobrança de tributos, permitindo que parte das mercadorias entrasse sem recolhimento de impostos. Com a automação, a Receita Federal passou a acelerar o processo de tributação e criou benefícios para consumidores dentro do Programa Remessa Conforme.
Entre as medidas estão:
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redução do Imposto de Importação de 60% para 20% em produtos de até 50 dólares;
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desconto fixo de 20 dólares no valor final de mercadorias acima desse limite;
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possibilidade de plataformas de e-commerce aderirem voluntariamente ao programa, enviando informações antecipadas sobre compras internacionais.
O Google Cloud fornece infraestrutura, modelos generativos e soluções de IA para organizações em mais de 200 países. Segundo a empresa, a plataforma oferece recursos integrados de segurança, dados e colaboração, além de chips personalizados e aplicativos baseados em inteligência artificial.




