
Um mercado que ainda está dando os seus primeiros passos de forma regulada. Esse é o cenário das apostas esportivas e jogos online no Brasil. A legislação entrou em vigor em janeiro deste ano, fazendo com que operadores e apostadores precisassem se adaptar às novas regras e condições.
Entretanto, o founder da Cactus Gaming, Nickolas Tadeu Ribeiro de Campos, acredita que o setor ainda possui enorme potencial de expansão. Recentemente, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda divulgou o primeiro relatório com dados oficiais relacionados ao mercado formal.
De acordo com essas informações, as empresas do meio movimentaram cerca de R$ 17,4 bilhões de janeiro a junho, já reduzidos os prêmios destinados aos apostadores. Em compensação, 17,7 milhões de brasileiros efetuaram apostas em sites e plataformas autorizadas pela autarquia federal. Nickolas Ribeiro avalia esses números e observa que se referem apenas ao primeiro semestre. Ou seja, há expectativa de crescimento até o mês de dezembro.
Além disso, o founder da Cactus reforça que as apostas online podem ser apenas o primeiro passo dessa atividade no país. Pois existe um projeto em tramitação no Senado que pode legalizar cassinos e bingos físicos no país.
Crescimento dos jogos no Brasil
Ao contrário de outros países, o Brasil legalizou as apostas online antes dos jogos físicos. Agora, o setor pode ganhar essa impulsão. Quem defende a liberação do jogo em espaços físicos aponta que mais de 20 bilhões de reais seriam destinados aos cofres públicos em impostos.
Além disso, um estudo indica a possibilidade de geração de mais de um milhão de vagas de trabalho. O turismo nacional também poderia ser impulsionado consideravelmente em função das condições estabelecidas no texto. Os cassinos somente poderiam ser instalados em resorts ou empreendimentos de luxo situados em lugares de grande potencial turístico.
A proposta também estabelece limites para a abertura de cassinos e bingos a partir da população de cada estado. Dessa forma, os valores poderiam ser revertidos para estados, municípios e setores relevantes como saúde, educação e segurança. Atualmente, o projeto está tramitando no Senado, aguardando análise no Plenário.


