
Focos de incêndio voltaram a ser registrados na madrugada desta terça-feira (23) no local onde um prédio de três andares desabou em Santo Antônio de Jesus. O imóvel, que era usado para armazenar estofados, ficava na Rua A, no Loteamento Morada do Vale, no bairro do Calabar, e havia desabado no dia anterior após um incêndio de grandes proporções. O Corpo de Bombeiros retornou ao local para combater as chamas.
Cones da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) foram colocados para isolar a área e alertar os motoristas, mas o trânsito no local flui normalmente. O radialista Tino Alves, da Andaiá FM, conversou com Aylan, morador da rua. Ele contou que não sabia da existência do depósito na área.
“Não, nem eu sabia. Isso aí foi uma correria só. Eu mesmo almocei, fui dormir, minha esposa veio correndo, me pedindo socorro pra chamar o corpo de bombeiro. Quando eu saí lá de fora, só vi um monte de pessoa aí. Fiquei em pânico, nem consegui agir.”
Relembre o caso
Um prédio que funcionava como depósito de estofados pegou fogo e desabou na tarde de segunda-feira (22), no bairro do Calabar. Segundo moradores, a fumaça foi vista na parte superior do prédio antes das chamas se alastrarem e comprometerem a estrutura do imóvel.
Imagens registradas pelo repórter Leonardo Valente, do Blog do Valente, mostraram o Corpo de Bombeiros tentando controlar as chamas e evitar que o incêndio atingisse residências vizinhas. Parte das casas ao redor foi evacuada de forma preventiva.
O coordenador da Defesa Civil de Santo Antônio de Jesus, Dinho, confirmou ao Blog do Valente que não houve vítimas, apenas prejuízos estruturais. Ele informou que as equipes trouxeram um caminhão para apoiar os bombeiros, fazer o rescaldo da área e avaliar possíveis danos aos imóveis vizinhos.
“Graças a Deus, não teve vítima nenhuma, só prejuízos estruturais. Estamos trazendo agora um caminhão para dar apoio ao pessoal do bombeiro, ligando para outras equipes para fazer o rescaldo da área, isolamento e avaliação de possíveis danos a imóveis vizinhos”, afirmou Dinho.
O coordenador relatou que estava na zona rural quando recebeu os primeiros vídeos do prédio em chamas e, ao chegar no local, a estrutura já havia desabado. Segundo Dinho, o desabamento ocorreu “por inteiro”, o que, provavelmente, não abalou estruturalmente as casas vizinhas.
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