Deputado Binho Galinha se entrega ao MP e é preso; parlamentar é acusado de liderar organização criminosa com práticas milicianas

O deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, foi preso nesta sexta-feira (3) após se entregar ao Ministério Público da Bahia (MPBA) em Feira de Santana. Ele estava foragido desde a deflagração da Operação Estado Anômico, realizada no dia 1º de novembro.

Uma força-tarefa composta por 20 agentes policiais e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) cumpriu o mandado de prisão preventiva. Após se entregar, o parlamentar foi escoltado até Salvador, onde permanecerá custodiado.

Acusado de liderar organização criminosa

Segundo o MPBA, Binho Galinha é apontado como líder de uma organização criminosa com características de milícia, atuante principalmente na região de Feira de Santana. De acordo com as investigações das operações El Patrón e Estado Anômico, o grupo é suspeito de praticar crimes como:

Lavagem de dinheiro

Obstrução da justiça

Jogo do bicho

Agiotagem

Receptação qualificada

Comércio ilegal de armas

Usurpação de função pública

Embaraço a investigações

Tráfico de drogas

Família também é alvo

No total, dez pessoas foram presas, entre elas o filho do deputado, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, e sua esposa, Mayana Cerqueira da Silva, que já haviam sido denunciados anteriormente pelo MPBA.

O parlamentar também responde a duas ações penais decorrentes da Operação El Patrón, sendo denunciado em dezembro de 2023 e fevereiro deste ano pelos crimes de lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada.

Operações ampliam investigação

A Operação Estado Anômico foi deflagrada para aprofundar os desdobramentos da El Patrón e revelou que a organização criminosa tinha estrutura hierarquizada e divisão de funções, inclusive com participação de policiais militares.

Com os novos avanços, ao menos 15 pessoas já foram denunciadas pelo MPBA por envolvimento com o grupo.