Prefeito de Wenceslau Guimarães é preso em flagrante com arma durante operação Overclean

Gabriel de Parisio (MDB) foi detido por posse ilegal de arma de fogo; ação também afastou o prefeito de Riacho de Santana e teve como alvos aliados do deputado Dal Barreto.

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O prefeito de Wenceslau Guimarães, Gabriel de Parisio (MDB), foi preso em flagrante nesta quinta-feira (16) durante o cumprimento de mandados da sétima fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal. De acordo com informações obtidas pela coluna, o gestor foi detido por posse ilegal de arma de fogo.

Os agentes realizaram buscas na residência e na sede da prefeitura, onde apreenderam documentos e materiais que serão analisados pelos investigadores. Gabriel de Parisio é aliado político do deputado federal Dal Barreto (União Brasil-BA), também alvo da operação.

A Operação Overclean investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Nesta fase, o prefeito de Riacho de Santana, João Vítor (PSD), foi afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

As investigações apontam que João Vítor e Dal Barreto seriam sócios políticos e empresariais, integrando o núcleo político do esquema. Ao todo, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão, uma medida cautelar de afastamento de agente público e ordens de sequestro de valores ilícitos nas cidades de Salvador, Riacho de Santana, Wenceslau Guimarães (BA) e Arraial do Cabo (RJ).

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, que investiga diretamente os principais articuladores do grupo. Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

Deflagrada em dezembro de 2024, a Operação Overclean apura um esquema milionário de corrupção envolvendo emendas parlamentares destinadas a municípios. Segundo a PF, o grupo fraudava licitações, superfaturava contratos e utilizava empresas de fachada para simular concorrência.

A corporação informou ainda que o esquema contava com núcleos político, empresarial e contábil, responsáveis por liberar verbas, emitir notas fiscais frias e movimentar o dinheiro desviado.

Na terça-feira (14), a sexta fase da Overclean teve como alvo o deputado Dal Barreto, que foi interceptado pela PF no Aeroporto Internacional de Salvador. Durante a abordagem, o parlamentar teve o celular apreendido e foi conduzido a uma sala reservada, sem causar alarde entre os passageiros.

Além de Dal Barreto, também foram alvos da ação Ubaldo Neto, apontado como operador financeiro do deputado, e Danilton Oliveira, identificado como laranja responsável por movimentar valores em nome do parlamentar.