Lewandowski afirma que facções criminosas não devem ser confundidas com terrorismo

Declaração foi dada após operação no Rio de Janeiro que deixou mais de 130 mortos; governador Cláudio Castro estava ao lado do ministro na coletiva.

Imagem: MJSP/Reprodução

Durante coletiva realizada na noite desta quarta-feira (29), ao lado do governador Cláudio Castro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ressaltou a diferença entre terrorismo e facções criminosas. A fala ocorre após uma operação policial no Rio de Janeiro que resultou na morte de mais de 130 pessoas.

Segundo Lewandowski, não há intenção do governo federal de confundir os dois tipos de atuação, pois isso poderia dificultar o enfrentamento das organizações criminosas. “Estamos acompanhando à distância, oferecendo ajuda naquilo que for possível. Temos uma posição que já foi externada várias vezes”, declarou o ministro, reforçando que a operação é de responsabilidade exclusiva do estado.

O debate ganhou força após vir a público que, há cerca de oito meses, o governo do Rio de Janeiro teria encaminhado ao governo dos Estados Unidos, então sob gestão de Donald Trump, um relatório classificando o Comando Vermelho como um “grupo terrorista com atuação internacional”.

Fontes próximas ao governador Cláudio Castro afirmam que o documento teria o objetivo de alertar sobre o alcance das facções brasileiras fora do país. No entanto, o ministro Lewandowski reforçou que, sob a ótica do governo federal, as facções criminosas devem ser tratadas dentro do escopo da segurança pública e da legislação penal brasileira, e não como terrorismo.