
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por não se manifestar imediatamente sobre a morte de quatro policiais durante a operação Contenção, no Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais na quarta-feira (29), o parlamentar chamou o presidente de “merda” e o acusou de desrespeitar as forças de segurança do país.
A operação Contenção, considerada a mais letal da história do Brasil, deixou 121 mortos, sendo quatro policiais. A ação teve como alvo integrantes da facção Comando Vermelho e mobilizou cerca de 2.500 agentes civis e militares.
No vídeo, Nikolas afirmou que Lula “não deu uma palavra a respeito da morte dos policiais” e criticou a ausência de manifestações de solidariedade às famílias. “Ele não falou das famílias, desses homens que saíram de casa sem saber se iam voltar para poder defender a vida de gente que ele nem conhece. É inacreditável”, disse o deputado.
O congressista também declarou que a postura do presidente “passa um recado de que o policial não vale nada e o traficante vale alguma coisa”. Segundo Nikolas, em um “país sério”, os agentes mortos em serviço “receberiam medalha de honra ao mérito e seriam aplaudidos pela sociedade”.
Nikolas encerrou o vídeo chamando Lula de uma pessoa “inépita” e “incapaz”, afirmando que o governo trata os policiais “pior que cachorro”. A publicação foi feita nos stories do Instagram por volta das 18h.
Mais tarde, às 20h50, o presidente se pronunciou em seu perfil no X (antigo Twitter), após reunião com ministros. Lula defendeu “um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco” e afirmou que não é possível “aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades”.
Os quatro agentes que morreram na operação Contenção foram:
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Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, conhecido como “Máskara”, comissário da 53ª DP (Mesquita);
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Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
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Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, 3º sargento do Bope;
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Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, 3º sargento do Bope.
Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro lamentou “profundamente” a perda dos policiais, classificados como “heróis que deram suas vidas em defesa da sociedade” durante a megaoperação.
“A instituição se solidariza com as famílias e amigos, compartilhando a dor dessa irreparável perda. Os ataques covardes de criminosos contra nossos agentes não ficarão impunes. A resposta está vindo, e à altura”, diz o comunicado oficial.




