
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou nesta sexta-feira (31) o posicionamento de governadores de partidos de direita, afirmando que eles “dividem o país” e fortalecem o discurso de intervenção dos Estados Unidos em nações da América Latina.
Segundo Gleisi, os governadores deveriam unir esforços com o governo federal na busca por soluções conjuntas para a segurança pública. Ela citou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18, conhecida como PEC da Segurança Pública, enviada ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Ao invés de somar forças no combate ao crime organizado, como propõe a PEC da Segurança enviada pelo presidente Lula ao Congresso, os governadores da direita, vocalizados por Ronaldo Caiado, investem na divisão política e querem colocar o Brasil no radar do intervencionismo militar de Donald Trump na América Latina”, escreveu Gleisi em rede social.
A ministra fez referência aos recentes movimentos militares do governo norte-americano no hemisfério sul. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem posicionado navios no mar do Caribe, próximo à Venezuela, sob o argumento de combater o narcotráfico. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por sua vez, afirma que a ação tem o objetivo de desestabilizar seu governo.
Gleisi também comparou os governadores a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está morando nos Estados Unidos desde março. O deputado é acusado de fomentar sanções comerciais impostas por Trump contra o Brasil, além de apoiar a aplicação da Lei Magnitsky e a suspensão de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal e membros do governo federal.
“Não conseguem esconder seu desejo de entregar o país ao estrangeiro, do mesmo jeito que Eduardo Bolsonaro e sua família de traidores da pátria fizeram com as tarifas e a Magnitsky”, declarou a ministra.
Gleisi finalizou defendendo uma abordagem técnica e coordenada para enfrentar o crime organizado.
“Segurança pública é uma questão muito importante, que não pode ser tratada com leviandade e objetivos eleitoreiros. Combater o crime exige inteligência, planejamento e soma de esforços”, completou.




