Alunos da Univasf relatam intoxicação alimentar após almoço no Restaurante Universitário

Cerca de 100 estudantes apresentaram sintomas após refeição; universidade instaurou investigação e notificou empresa responsável pela alimentação.

Universidade Federal do Vale do São Francisco
????????????????????????????????????

Cerca de 100 alunos do campus de Juazeiro da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) relataram sintomas de intoxicação alimentar após almoçarem no Restaurante Universitário (RU) na última terça-feira (11). A instituição confirmou que abriu uma investigação interna para apurar possíveis irregularidades no fornecimento de alimentos.

Em nota, a Univasf informou que a Coordenação Geral dos Restaurantes Universitários e a equipe técnica de Nutrição estão acompanhando o caso, classificado como um “surto de mal-estar e infecção gastrointestinal”. A universidade reconheceu a gravidade do ocorrido, afirmando que o episódio tem “potencial impacto na saúde da comunidade acadêmica”.

A empresa responsável pelo serviço, BR ALL Alimentação e Serviços LTDA, foi formalmente notificada e tem prazo de 72 horas para apresentar um laudo preliminar sobre o caso. O documento deve incluir a análise das amostras dos alimentos servidos, além de um relatório detalhado com esclarecimentos e medidas corretivas.

“Reforçamos que a responsabilidade pela segurança e qualidade dos alimentos é da empresa contratada, e todas as medidas cabíveis para garantir o cumprimento do contrato e a segurança alimentar serão aplicadas”, destacou a universidade em comunicado à comunidade acadêmica.

A instituição acrescentou que, assim que os resultados da apuração técnica forem concluídos, a Coordenação Geral dos RUs divulgará novo informe com as causas do incidente e as providências administrativas e contratuais adotadas.

Um relatório interno da Univasf, elaborado entre 21 de agosto e 20 de setembro de 2025, já havia apontado falhas graves no Restaurante Universitário do campus de Juazeiro. O documento, produzido por servidores da instituição, registrou a “presença de contaminantes (físicos, químicos ou biológicos) na comida”, o uso de produtos sem procedência na higienização de hortaliças e armazenamento inadequado de alimentos congelados.

Embora o relatório não tenha identificado casos confirmados de intoxicação à época, ele classificou as irregularidades como “infração grave” e destacou riscos potenciais de Doença Transmitida por Alimentos (DTA).

A investigação atual busca verificar se essas falhas apontadas anteriormente estão relacionadas ao surto relatado pelos estudantes, que continua sendo monitorado pela equipe de nutrição e pela administração da universidade.