
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode deixar a prisão domiciliar e ser transferido para regime fechado ainda em novembro, antes da visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prevista para 10 de dezembro.
O cálculo nos bastidores do Supremo Tribunal Federal indica que o mandado de prisão definitiva deve ser expedido a partir dos prazos da ação penal que o condenou por liderar uma organização criminosa responsável por uma tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e 3 meses, mas o processo ainda está em fase de recursos.
A Primeira Turma do STF rejeitou nesta sexta-feira o primeiro embargo de declaração da defesa. Com a publicação do acórdão na próxima semana, abre-se prazo de cinco dias para um novo recurso. Porém, há a possibilidade de que o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, considere essa nova contestação protelatória, decidindo de forma individual, sem aguardar um julgamento colegiado.
Esse cenário aceleraria o trânsito em julgado, levando ao início imediato do cumprimento da pena em regime fechado.
Enquanto cumpre prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu autorização para encontros com aliados políticos. Entre as visitas programadas estão a do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) em 1º de dezembro, a do governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) em 9 de dezembro e, por último, a do governador Tarcísio.
Internamente, ministros indicam que eventuais visitas não adiarão uma possível transferência para presídio, caso o momento do cumprimento definitivo da sentença chegue antes.
A mudança do status de Bolsonaro antes das eleições de 2026 é vista por analistas políticos como um fator capaz de mexer com estratégias da direita e influenciar alianças e candidaturas no próximo pleito presidencial.




