Família de professora assassinada em Salinas da Margarida teme suspeito em liberdade e pede ação do Ministério Público

Foto: Reprodução Redes Sociais

Quase um mês após o assassinato brutal da professora Nérica França da Conceição, de 52 anos, em Salinas da Margarida, no Recôncavo baiano, familiares vivem dias de angústia e insegurança diante da falta de respostas das autoridades. A família teme que o principal suspeito do crime permaneça em liberdade e pede a intervenção do Ministério Público da Bahia para garantir celeridade nas investigações e a responsabilização dos envolvidos.

Nérica foi encontrada morta dentro da própria residência, na região central do município, na noite do sábado, 22 de março. Conforme a Polícia Militar, ao chegar ao local, os agentes encontraram a professora já sem vida e um homem ferido no imóvel. Ele recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado a uma unidade hospitalar.

De acordo com familiares, o homem ferido era companheiro da vítima, com quem Nérica manteve um relacionamento por cerca de 28 anos. Relatos apontam que o crime teria ocorrido na noite da sexta-feira, 21, quando a professora foi violentamente agredida com socos, golpes de faca e também sufocada. Após as agressões, o suspeito teria trancado a residência, impedindo a entrada de vizinhos e parentes. O corpo só foi localizado no dia seguinte, após o imóvel ser arrombado.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso é investigado como feminicídio pela 24ª Delegacia Territorial de Vera Cruz, em Itaparica. A corporação não confirmou oficialmente se o companheiro é o autor do crime e afirmou que diligências continuam em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.

Nérica deixou um filho de 22 anos. Diante da demora na conclusão do inquérito, familiares cobram justiça e afirmam temer represálias. Eles pedem que o Ministério Público acompanhe o caso de perto para evitar que o crime fique impune.