Orgasmo durante exercício físico: especialista explica por que pode acontecer em aulas de pilates

Fenômeno conhecido como “coregasmo” é raro, está ligado à ativação intensa do abdômen e não representa doença

Pilates – Imagem: IA

Um relato feito por uma jovem de 25 anos nas redes sociais reacendeu o debate sobre um fenômeno pouco conhecido: o orgasmo induzido por exercícios físicos, chamado de coregasmo. Segundo especialistas, apesar de raro, o episódio pode ocorrer durante atividades que exigem forte contração dos músculos do abdômen e do assoalho pélvico, como algumas práticas de pilates e musculação.

Com mais de 131 mil seguidores no Instagram, a jovem contou que percebeu sensações inesperadas enquanto realizava elevações de perna durante um treino. Ao notar o que estava acontecendo, interrompeu o exercício e relatou constrangimento com a situação. Desde então, afirma evitar esse tipo de movimento em aulas coletivas.

De acordo com a pesquisadora em sexualidade Debby Herbenick, autora do livro The Coregasm Workout, estima-se que cerca de 10% das pessoas já tenham experimentado algum tipo de coregasmo ao longo da vida. “Em geral, a sensação é mais leve do que um orgasmo sexual e está associada à ativação intensa do core, especialmente quando os músculos estão fatigados”, explicou em entrevista à revista Self.

Especialistas apontam que o fenômeno não tem relação com excitação sexual consciente, nem indica qualquer problema de saúde. Ele ocorre devido à estimulação neuromuscular involuntária, resultado da combinação entre esforço físico, respiração, postura e fadiga muscular.

Segundo informações do site Healthline, exercícios que mais costumam estar associados ao coregasmo incluem abdominais, elevações de perna, agachamentos, elevações de quadril, barras fixas e outros movimentos que exigem grande estabilidade do tronco. Em homens, atividades como levantamento de peso e flexões também podem estar relacionadas.

Profissionais de educação física e saúde reforçam que, embora o fenômeno possa causar desconforto emocional em ambientes coletivos, não há riscos físicos envolvidos. Caso a pessoa se sinta incomodada, a recomendação é ajustar o treino, reduzir a intensidade ou conversar com o instrutor para adaptar os exercícios.