Teto de refeitório desaba em alojamento de competidores indígenas

O incidente provocou receio entre os competidores. O indígena Kiegewa, da etnia Bororo Boe, reclamou do ocorrido e disse não se sentir seguro para voltar ao local mesmo depois de reformado. ?Estou me sentindo lesado. Não serviram o café da manhã e não tem almoço. Queriam nos dar um lanche reforçado no lugar. Sinceramente, não me sinto seguro de voltar lá?, declarou.

Segundo o líder da etnia Karajá-Xambewá, Edmilson, uma tragédia não aconteceu por muito pouco. ?Às 6h, o refeitório abre. Já tinha uma fila grande na porta para entrar. Por uma questão de uns cinco minutos não tinha esmagado muita gente lá dentro, porque os equipamentos de ar-condicionado despencaram. Graças a Deus não matou ninguém?, disse.

Uma reunião entre caciques e organização definiu que os indígenas vão almoçar em restaurantes de Palmas. Por volta das 13h, vários indígenas embarcaram em ônibus e seguiram para o almoço.

Um carro do Corpo de Bombeiros Militar deixava o local quando foi abordado pela reportagem. Os militares desconversaram e disseram apenas que ?ocorreu um probleminha que já foi solucionado?. Na entrada da Okara, onde a imprensa é proibida de ultrapassar, um bombeiro civil disse que não estava autorizado a falar e se recusou a prestar qualquer informação.

Venda de água proibidaNa entrada da Okara, ambulantes vendem água e suco e ?geladinho?, uma espécie de sorvete no saquinho. Eles reclamam de não poderem ficar no local. ?O pessoal da prefeitura disse que só podemos ficar a dois quilômetros daqui, que não podemos vender aqui. A dois quilômetros, no meio do mato, eu vou vender para quem??, reclamou o ambulante Matias Rodrigues.

Rodrigues alega que não está prejudicando ninguém com as vendas. ?Os índios estão comprando com a gente e reclamam quando não estamos?. Durante a permanência da reportagem no local, sob forte calor, vários índios compraram o ?geladinho? de Matias e de seu colega. Matias se queixa ainda de ter sua mercadoria apreendida quando é surpreendido pela Guarda Municipal ou por fiscais da prefeitura. (Correio)