Cunha defende que ele, Lula e Dilma não devem ser prejulgados

Ao comparar sua situação à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à da presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) disse, em entrevista à “TV Folha” na noite desta quinta-feira (29), que “todos têm o direito de defesa”. Nem ele, nem Lula ou Dilma devem ser “prejulgados”, declarou o deputado que é alvo de denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro.

Sobre Lula Cunha disse que “Eu espero que ele tenha o direito de defesa, o direito de não ser prejulgado, como também cobro para mim”. “E da mesma forma que estou falando do ex-presidente Lula, gostaria que não tivesse prejulgamento a todos, inclusive a ela [Dilma], naquilo que é colocado em relação ao seu governo, à sua atuação… A oposição também acusa a atuação dela, que era do conselho [da Petrobras], que era presidente, que era ministra”, concluiu.

Eduardo Cunha falou sobre o assunto ao ser questionado sobre como via a alegação do ex-presidente Lula de que está sendo vítima de uma perseguição. Em evento do partido nesta quinta-feira, Lula disse que estava sendo vítima de “três anos de muita pancadaria”, mas que vai “sobreviver” às investigações.

Cunha, em outra manifestação de apoio a Lula, disse que o fato de o filho do ex-presidente Luis Claudio Lula da Silva ter sido intimado a depor pela Polícia Federal às 23h da última terça-feira (27) é “muito estranho”. “Acho que pode até ser inconstitucional”, completou. “Existe um horário regular no qual você pode ter acesso ao domicílio?, informou a Folha de São Paulo.

*notícia ao minuto